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APPACDM de Évora inaugurou oficialmente as novas instalações

Instituição de referência para melhorara inclusão das pessoas com deficiência

Um espaço de atividades ocupacionais e residências autónomas é a grande obra da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Évora. A inauguração do novo edifício ocorreu na passada sexta-feira, dia em que a instituição assinalou 44 anos de existência.

Maria Antónia Zacarias

28 Janeiro 2016 | Fonte: Redacção D.S.

A obra foi iniciada em 2013, tendo sido financiada por fundos comunitários. A abertura oficial deste espaço contou com a presença da secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes que elogiou o projeto por considerar ser um exemplo de inclusão. Também o presidente da direção da APPACDM, Silvino Costa, salientou a qualidade que é proporcionada aos utentes, considerando ser esta já uma instituição de referência.

dirigente da APPACDM lembrou que, ao longo dos 44 anos de existência desta associação, o grande investimento que tem sido feito tem sido nas pessoas com deficiência. “Neste momento, através de várias unidades, damos resposta a cerca de 380 utentes com um quadro de 60 colaboradores”, salientou. Silvino Costa adiantou também que, nos últimos anos, a instituição tem vindo a crescer de uma forma sustentada, estando atualmente envolvida em alguns projetos pilotos de âmbito nacional, “o que faz da APPACDM, uma instituição de referência”.

Um caminho que foi sendo trilhado até sexta-feira que representa o concretizar de um sonho há muito ambicionado com a inauguração deste espaço, “que em muito dignifica a APPACDM e a cidade de Évora. Um equipamento que proporciona maior conforto e qualidade de vida”, frisou o mesmo responsável.

Silvino Costa aproveitou a sua intervenção para anunciar que as instalações que ficaram devolutas com a abertura deste novo espaço “estão a ser alvo de um estudo com o objetivo de serem requalificadas e, assim, poderem vir a funcionar como uma fonte de receitas, que nos irá ajudar na sustentabilidade da instituição”.

Secretária de Estado
realça promoção
da dignidade humana

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência afirmou que o facto de a APPACDM conseguir manter-se coesa ao fim de 44 anos só por si “já é uma vitória”, mas principalmente com este nível de atividade e de projetos, continuando a apostar em ter uma resposta, cada vez mais, diversificada e mais completa, “o que é um facto a assinalar”. No dia da inauguração oficial, Ana Sofia Antunes fez questão de sublinhar que este “é um bom exemplo do trabalho que é feito no dia-a-dia desta organização, mas também de uma boa utilização das ajudas europeias”.

A governante evidenciou que a APPACDM não se limita a ter aqui um centro de atividades ocupacionais, mas está aberta à comunidade, faz formação útil em várias áreas da sociedade que podem facilitar a inserção dos seus utentes no mercado de trabalho. “É de destacar também esta questão das residências autónomas, em que as pessoas têm o apoio de retaguarda, mas que lhes permite viver a sua vida de forma livre.”, afirmou, frisando que isto significa uma verdadeira promoção da dignidade e inclusão dos cidadãos com deficiência. “As pessoas devem ter atividade e devem ser estimuladas a participar na vida social”, vincou.


Salto qualitativo
de respostas sociais

José Carlos Malato, padrinho da APPACDM falou com o “coração” e disse que este dia de inauguração “é bom para o coração”. E lembrou “Quando há cinco anos vim apresentar um espetáculo, uns pais vieram ter comigo para me abraçarem e agradecerem por eu estar a ajudar. Disseram-me que, um dia, iriam embora, e tendo um filho único, com quem é que ele iria ficar?”. O apresentador reconheceu que esse momento foi muito marcante “e determinou esta minha ligação a esta instituição que foi sendo muito forte. Eu sou padrinho e faço por estar o mais perto possível, e sempre que posso falar para lhe dar visibilidade, faço-o”.

Também Carlos Pinto Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora elogiou o trabalho e o esforço desta instituição. “Hoje damos aqui um salto qualitativo nas respostas do bem-estar concreto à população de Évora e é um exemplo para o país”, sustentou. O autarca defendeu que “não é possível fazer desenvolvimento sem que as estruturas estejam interligadas. É importante que haja investimento em Évora para que haja riqueza, criação de postos de trabalho, mas não é possível fazer investimento sem que haja uma componente social”.

Uma ideia reiterada por Sónia Ramos, diretora do Centro Distrital de Segurança Social de Évora que apelidou o projeto de “uma grande obra que é fruto de um grande trabalho de muitas instituições. É uma instituição particular de solidariedade social de distinção no distrito de Évora”.

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