Diario do Sul
PORTUGAL 2020 SET

Desemprego baixou para menos de 9% até junho em Portugal

Turismo e agricultura são os principais motores de dinamização da economia

Autor :Redação - Maria Antónia Zacarias

31 Agosto 2017 | Publicado : 16:15 (31/08/2017) | Actualizado: 16:55 (31/08/2017)

O verão continua a ser, em Portugal, uma época propícia para uma dinamização da economia, tendo repercussões no desemprego. De acordo com o jornal “Público”, a economia portuguesa criou mais 102 mil empregos na primeira metade do ano, onde se destaca um segundo trimestre tradicionalmente beneficiado por fatores sazonais, quer em termos turísticos como ao nível do setor agrícola.

O INE publicou, na passada semana, os dados relativos ao desemprego que vieram confirmar que se mantém a tendência de melhoria acentuada no mercado de trabalho em Portugal. Esta é uma situação que se verifica desde que, no início de 2013, a taxa de desemprego atingiu o seu máximo histórico de 17,5 por cento. Agora, verificou-se uma taxa de desemprego a cair no segundo trimestre mais 1,3 pontos percentuais - de 10,1 por cento para 8,8 por cento - e a ficar, pela primeira vez nos últimos nove anos, abaixo dos nove por cento.

A estatística mostra que há uma combinação perfeita entre uma economia a acelerar, resultante da atividade empresarial, com um aumento da procura de mão-de-obra emergente das necessidades do verão. Contudo, os economistas alertam para o facto da improbabilidade deste cenário repetir-se nos próximos trimestres, tendo em conta o que ocorreu nos últimos dois anos. Ou seja, os dados indicam que é no período entre Abril e Junho de cada ano que as empresas fazem as contratações para os chamados “empregos de verão”.

O INE revela que os sectores onde se criaram mais empregos foram, durante o segundo trimestre de 2017, o da restauração e alojamento, seguido da agricultura, floresta e pesca, ocupando a indústria o terceiro lugar.

Alvito foi o concelho onde o desemprego mais desceu a nível nacional

De acordo com os dados facultados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a nível nacional, referente a junho de 2017, o concelho de Alvito apresenta-se como aquele em que o desemprego mais desceu em oposição a Góis que foi o território em que o desemprego mais subiu.

Olhando para a região Alentejo, os concelhos em que se registou uma maior descida do desemprego foram: Alvito com uma redução de 60.2 por cento, Ponte de Sor com menos 40.4 por cento, Alcácer do Sal com um decréscimo de 38.9 por cento e Ferreira do Alentejo com menos 37.5 por cento. Em oposição, os que se destacam pela negativa, ou seja, os que registaram uma maior subida de desemprego foram: Vidigueira com um acréscimo de três por cento e Montemor-o-Novo manteve os mesmos valores.

No que respeita ao rácio de desemprego mais baixo em igual mês (peso do número de desempregados do IEFP na população do município), a nível nacional, Vila do Bispo foi o concelho que conseguiu o melhor resultado, enquanto o concelho de Barrancos lidera o rácio, mas pelo pior motivo – o mais alto rácio de desemprego.

É neste indicador que o Alentejo assume um papel negativo resultante da desertificação, interioridade e envelhecimento da população. Assim, como foi referido, Barrancos está na linha da frente com o rácio de desemprego mais alto do país e da região com 10.4 por cento. Destacam-se ainda Mourão que apresenta 9.2 por cento, seguido de Moura com 8.3 por cento, aparece depois Elvas com 8 por cento e Vidigueira que regista 7.3 por cento.

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