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Diario do Sul
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Fotografias mostram cidade marroquina

Cabrita Nascimento apresenta “Um Sonho Azul. Chefchaouen”, na Biblioteca Geral da Universidade de Évora

Autor :Redação - Marina Pardal

18 Outubro 2017

O azul é a cor que domina em Chefchaouen, situada no Norte de Marrocos. As várias tonalidades desta cor levam a que seja conhecida como a “cidade azul”.

Foram estas paisagens que deram o mote para a exposição de fotografia que Cabrita Nascimento apresenta no espaço da Cisterna do Colégio do Espírito Santo, organizada pela Biblioteca Geral da Universidade de Évora (UÉ).

Composta por mais de 30 fotografias, esta mostra pode ser visitada até 4 de dezembro, estando as obras também para venda.

Na inauguração, realizada a 4 de outubro, esteve presente a conselheira da Cultura da Embaixada do Reino de Marrocos em Portugal, Zniber Wafaa, bem como a administradora da UÉ, Cesaltina Frade.

De destacar que esta embaixada preparou um cerimonial do chá, que, segundo a conselheira da Cultura, “é servido num ato de gratidão para com quem nos recebe, neste caso foi uma pequena oferta pelo facto da UÉ mostrar um pouco do meu país”.

À margem da iniciativa, Cabrita Nascimento disse que “esta é uma exposição sobre uma cidade santa, que tem uma particularidade interessante em termos históricos porque foi construída um pouco à imagem de Mértola, pelos árabes que abandonaram a Península aquando da reconquista”.

Constatou ainda que “foi construída também como uma forma de defesa, protegendo os árabes das conquistas portuguesas no Norte de África”.

De acordo com o autor, “visitei o Norte de África com o intuito de fazer um conjunto de fotografias e fiquei muito encantado, em particular, com a beleza de Chefchaouen pelo seu equilibro e pela sua espiritualidade”, apontando que “é uma cidade pequena e que tem muita paz, situada nas montanhas de Riff”.

Acrescentou que “tinha uma palete de azuis muito grande que me impressionou”, focando que “tentei captar um pouco esse espírito de paz e de tranquilidade nas texturas e nas tonalidades de azul”.

Quanto ao seu percurso na área da fotografia, Cabrita Nascimento recordou que “desde os 15 anos que comecei a frequentar os cursos do FAOJ, agora Instituto Português do Desporto e Juventude; mais tarde fui formador nesta área e tenho sempre mantido ligação à fotografia”.

Realçou ainda que “já fiz várias exposições, quer em Portugal, quer em outros países”, adiantando que “esta exposição sobre Chefchaouen já esteve patente em Mértola e em Tavira”.

Por sua vez, Carla Santos, coordenadora da Biblioteca Geral da UÉ, frisou que “a biblioteca sempre organizou atividades culturais, mas temos estado a apostar um pouco mais nesta dinamização porque é também uma maneira de tentar aproximar a comunidade académica, mas também a comunidade envolvente da própria cidade, à biblioteca”.

Relativamente a esta exposição de Cabrita Nascimento, salientou que “resultou de um contacto que tivemos com o autor, gostámos muito da obra dele e considerámos que seria pertinente mostrá-la aqui”.

Carla Santos referiu que “estabelecemos também contacto com a Embaixada do Reino de Marrocos em Portugal no sentido de tentarmos criar aqui uma envolvência marroquina, enriquecendo ainda mais a vertente cultural”.

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