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Iniciativa da DRCAlentejo e do Fórum do Património'17

Conferência deu a conhecer os projetos em curso no mosteiro de S. Bento de Cástris

Autor :Marina Pardal

Fonte: Redação

06 Fevereiro 2018

“Sphera Castris, centro para as artes, ciência e tecnologia” foi o mote de uma conferência realizada na Casa de Burgos, em Évora, na sede da Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo).
Durante o encontro foi feita a apresentação dos projetos em curso no Mosteiro de S. Bento de Cástris, no âmbito do programa Sphera Castris, delineado pela DRCAlentejo, em parceria com a Universidade de Évora, entre outras instituições, e que conta com o apoio de fundos comunitários e de outros programas de financiamento.
À margem da sessão, a diretora regional de Cultura do Alentejo referiu que “a conferência foi promovida pelo Fórum do Património'17 e pela DRCAlentejo, no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural 2018, com o apoio de ICOMOS Portugal, Europa Nostra e Centro Nacional de Cultura”.
De acordo com Ana Paula Amendoeira, “a iniciativa teve como oradoras a arquiteta Maria Fernandes (Direção-Geral do Património Cultural - DGPC) e a engenheira Maria João Costa (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo - CCDRA), numa colaboração no âmbito dos protocolos estabelecidos entre a DRCAlentejo, DGPC e CCDRA”.
Realçou que “achámos pertinente dar a conhecer o que está em curso no âmbito do programa Sphera Castris, que inclui projetos de arquitetura e de intervenções em obra”, explicando que “é um projeto feito em várias fases, até porque é muito complexo e abrangente e porque não temos dotações financeiras que nos permitam fazer de uma forma mais célere”.
A mesma responsável disse que “foram apresentados os critérios de intervenção no património, os projetos que estão a ser desenvolvidos (que já foram aprovados e financiados) e os critérios seguidos em termos das boas práticas na intervenção da conservação”.
Considerou que “isso para nós também é muito importante, pois em função do valor económico, não podemos descurar o valor cultural, arquitetónico e patrimonial dos edifícios”.
Recordando que “o Mosteiro de S. Bento de Cástris tem uma área muito grande”, Ana Paula Amendoeira adiantou que “até agora foram feitas intervenções na Casa da Capelania, a recuperação da Sala do Capítulo e em breve vai começar a recuperação do património integrado (frescos, massas, estuques)”.
Reconhecendo que “a obra ainda não vai a meio”, a mesma responsável lembrou que “quando o projeto estiver terminado, vamos ter a funcionar um centro para as artes, ciência e tecnologia”,
Destacou que “o nosso objetivo é que tenhamos artistas e cientistas a trabalhar e que estes conhecimentos se cruzem, podendo depois ligarmo-nos com outros organismos no nosso território”.
A diretora regional de Cultura do Alentejo evidenciou também “a parceria que temos com a Universidade de Évora, nomeadamente com o Laboratório Hércules, o CIDHEUS e o CHAIA, bem como as colaborações com a Escola de Artes”.
Revelou que “neste centro queremos criar residências de artistas e incubadoras de empresas na área da cultura, bem como instalar aqui os laboratórios de conservação e restauro, as reservas arqueológicas e as reservas museológicas da região do Alentejo, que atualmente estão dispersos”.
Esta conferência foi organizada em parceria com o Fórum do Património'17, tendo Vítor Cóias, em representação da comissão organizadora desta entidade, realçado ao Grupo Diário do Sul que este fórum agrega “um conjunto de associações que se preocupam com a defesa do património”.
Apontou que “é constituído por cerca de 40 associações, que se agregaram em abril do ano passado, representando as mesmas entre quatro a cinco mil cidadãos preocupados com estas questões”.
Vítor Cóias esclareceu que “esta conferência visou divulgar aquilo que está defendido na declaração final desse fórum”, frisando que “defendem-se as boas práticas na reabilitação do património e do edificado em geral”.
Salientou que “incide sobre o tema do projeto porque é ao nível do projeto que se comete a maior parte dos erros e é nesta fase que os erros são mais fáceis de evitar”, constatando que “tentamos fazer uma certa pedagogia do bom projeto, pois assim como existe o conceito de 'ser amigo do ambiente', também existe o conceito de 'ser amigo do património'”.
Segundo o mesmo responsável, “pretendemos divulgar juntos dos diferentes agentes que intervêm nos projetos (projetistas, mestres de obras, promotores imobiliários, entre outros) a necessidade de terem em conta as boas práticas”.
Garantiu ainda que “não queremos aparecer como um obstáculo, nós queremos é ajudar e intervir numa fase precoce do projeto, de maneira a que eles tenham conhecimento de formas menos intrusivas de intervirem no património, para que o resultado final seja mais consentâneo com essas boas práticas”.
Mencionou também que “o projeto Sphera Castris está a ser orientado de acordo com estes princípios”.

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