Diario do Sul
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Investimento com capitais próprios de cerca de 500 mil euros

Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz inaugurou central fotovoltaica

Autor :Maria Antónia Zacarias

Fonte: Redação

08 Fevereiro 2018

Prosseguir políticas de responsabilidade ambiental com vista a contribuir para um planeta sustentável tem sido o objetivo da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM) nos últimos anos. Mais um passo neste caminho foi dado com a inauguração da central fotovoltaica, na passada sexta-feira, a que presidiu o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos. Esta infraestrutura vai permitir, de acordo com o presidente da CARMIM, Miguel Feijão, produzir energia para o funcionamento do pavilhão do engarrafamento apenas com recurso ao uso do sol, o que tem impactos financeiros com a poupança de cerca de 80 mil euros anuais na fatura da eletricidade.
O dirigente da CARMIM explicou que o investimento nesta central fotovoltaica foi feito exclusivamente com capitais próprios, cerca de 500 mil euros. “Esta central permite ter uma poupança de 280 toneladas de carbono por ano, que é tão importante tendo em conta a necessidade de que a nossa vida seja cada vez mais verde”, sustentou.
Miguel Feijão salientou que este equipamento vai permitir ainda uma poupança de cerca de 80 mil euros anuais na fatura da eletricidade, “cobrindo todo o pavilhão de engarrafamento numa área de 1360 metros quadrados, permitindo que os colaboradores que estão lá dentro possam trabalhar com melhores condições climatéricas e as máquinas tenham uma maior rentabilidade”.
O presidente da cooperativa avançou que a central fotovoltaica tem uma potência de cerca de 500 Kwa, “o que satisfaz as nossas atividades integralmente durante o dia, produz 700 mil kwa por ano de energia e é constituída por aproximadamente mil painéis”. Miguel Feijão acrescentou que a CARMIM espera que o retorno do investimento aconteça dentro de seis anos.
O presidente da cooperativa sublinhou que a CARMIMA tem “uma política de responsabilidade social, responsabilidade ambiental e de sustentabilidade dos nossos associados que têm esta atividade como meio de subsistência”.

Ministro da Agricultura sublinha a mais-valia ambiental


O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural chamou a atenção para a necessidade imperiosa do uso eficiente de energia por razões ambientais e de competitividade.
Neste sentido, Luís Capoulas Santos classificou este investimento como “soma a muitos outros, sendo revelador da capacidade da CARMIM em investir, em inovar e o que vai significar em termos de poupança de energia. Tudo isto vai ter impactos positivos na cooperativa e é igualmente uma mais-valia ambiental que deve ser sublinhada”.
O governante lembrou que numa região onde predomina a pequena propriedade que, por norma, está associada a dificuldades acrescidas, “a união, através da criação de um cooperativa há mais de cerca de quatro décadas, demonstra que é possível organizar os pequenos produtores e fazer uma grande empresa que não só valoriza os seus produtos, os remunera de forma justa, consegue comercializá-los e assim valorizar e garantir rendimento aos produtores”.
Luís Capoulas Santos considerou que a CARMIM é uma cooperativa que se afirma, cada vez mais, como uma grande e competitiva empresa e com uma enorme vocação exportadora. “Este setor, mesmo neste ano anómalo de seca, aumentou a produção, o que corresponde a um bom ano de qualidade das uvas e do vinho”, sustentou.
O ministro revelou, em nome do Governo, o apreço que merece a CARMIM “pela sua capacidade empreendedora e de criação de riqueza”.
No final da cerimónia de inauguração, a comitiva fez uma visita às instalações da adega, participou numa prova de vinhos e, de seguida, seguiu-se um almoço na sala de eventos do Enoturismo da CARMIM.

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