Diario do Sul
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Dados oficiais

Alentejo recuperou 3282 empregos este ano

Confirmou-se a tendência de queda do desemprego nos três distritos alentejanos. A recuperação foi transversal a todos os municípios da região que no final de setembro somavam 24787 pessoas desocupadas, traduzindo uma descida de 3282 face ao mês homólogo de 2014, em que o Alentejo chegou aos 28069 inscritos nos cadernos dos centros de emprego.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

27 Novembro 2015

Os dados são revelados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e afinam pela curva dos últimos anos, onde a tendência foi sempre de decréscimo do desemprego nesta altura do ano. Comparando, por exemplo, com 2012, verifica-se que os cadernos do IEFP chegaram a atingir os 31530 inscritos. Ou seja, mais 6743 pessoas sem trabalho face à realidade atual.

É provável que nos próximos meses, sobretudo até fevereiro e seguindo também os exemplos dos anos anteriores, se registe algum aumento da taxa de desemprego, estimado em cerca de 1% já para outubro, uma vez que a região que a sazonalidade na agricultura tem um peso relevante na região, consoante as campanhas em curso, numa altura em que a restauração e hotelaria parecem ganhar maior estatuto no que concerne à oferta de trabalho.

Daí que em março as ofertas de trabalho possam voltar a subir. Aliás, há dados que apontam para restaurantes e hotéis como estando hoje a criar outro tipo de emprego, com mais exigência e qualidade, onde são pedidos mais conhecimentos. Consequências do turismo mais exigente que tem chegado à região, como vem alertando o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva.

Por concelhos com maior expresso demográfica, Évora continua a registar o número mais elevado de desempregados, com um total de 2667 inscritos no Centro de Emprego, quando há um ano chegava aos 3365 desocupados. Hoje, o desemprego afeta em Évora 1275 homens e 1392 mulheres.

Segue-se Beja com 1842 desempregados, ainda assim, menos 44 do que em 2014, encontrando-se 850 homens e 992 mulheres sem trabalho. Já Portalegre baixou de 1191 para 1008. Também são as mulheres que têm mais dificuldade em arranjar ocupação. Há 551 inscrições femininas e 457 masculinas.

Entre os concelhos de maior dimensão no Alentejo, encontra-se ainda Elvas (1653 desempregados), Moura (1346) e Santiago do Cacém (1227), existindo ainda a curiosidade de apenas em quatro concelhos o desemprego atingir mais homens do que mulheres, todo eles no Norte Alentejano: Ponte de Sor, Monforte, Gavião e Castelo e Vide.

Segundo a fonte do IEFP, o maior volume de ofertas de emprego voltou a ter origem nas atividades imobiliárias, administrativas e de serviços de apoio, seguindo-se o comércio por grosso e a retalho, a administração pública, a que se juntou o alojamento e a restauração.

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