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Olivais alentejanos dão impulso decisivo a produção histórica de azeitona em 2015

Os novos olivais do Alentejo deram um contributo decisivo para que a produção de azeitona para azeite de 2015 alcance um valor histórico.

Autor :Roberto Dores

Fonte: Redacção D.S.

26 Fevereiro 2016

Deverão será atingidas as 765 mil toneladas, traduzindo 75% acima do valor registado em 2014 (campanha pouco produtiva), o que se enquadra na terceira melhor campanha dos últimos 75 anos. Os dados são revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo avança o INE, o aumento na produção de azeitona “não é uniforme”, verificando-se que depende muito do peso que os novos olivais têm na estrutura olivícola de cada região. É aqui que o Alentejo assume um papel decisivo nos resultados de 2015. Até porque as condições climatéricas de seca ao longo da maior parte do ciclo tiveram reflexos na produção dos olivais tradicionais de sequeiro, verifica-se que esta região (onde estão plantadas, de resto, as grandes áreas de olivais regados) é a principal responsável pela recuperação da produção para quantitativos de 765 mil toneladas de azeitona para azeite.

Recorde-se que o Alentejo aumentou a área de olival em mais de 13 mil hectares nos últimos dez anos com olivais intensivos, plantados com variedades muito mais produtivas e equipados com sistemas de rega.

Ainda de acordo com o INE, “a sustentada reestruturação do sistema produtivo, nomeadamente no Alentejo, com a instalação de olivais intensivos, plantados com variedades muito produtivas e equipados com sistemas de rega e a gestão agronomicamente mais correta dos olivais, permitiram alavancar a produção oleícola nacional para valores que rivalizam com os alcançados em meados do século passado”.

Entre as boas práticas de gestão dos olivais, o INE cita as podas menos severas, tratamentos fitossanitários adequados e apanha da azeitona menos penalizadora dos anos posteriores acrescentando ainda que, regra geral, as azeitonas chegaram aos lagares em boas condições sanitárias, “o que tem permitido a produção de azeites com baixa acidez e boas características organoléticas”. As fundas (rendimento da azeitona em azeite) são superiores às do ano anterior.

Quanto à azeitona de mesa, prevê-se também um aumento de produção para as 20 mil toneladas, igualmente a maior dos últimos anos.

Outras culturas

Entretanto, a precipitação de janeiro adiou a conclusão das sementeiras dos cereais praganosos, estando ainda por semear algumas das áreas destinadas à cevada. A superfície ocupada por estas culturas deverá ser semelhante à do ano anterior, assinalando-se apenas uma diminuição de 10% na área semeada de trigo duro.

Já os prados, pastagens e culturas forrageiras beneficiaram da conjugação de elevadas temperaturas, ausências de geadas e altos teores de humidade do solo, apresentando bom desenvolvimento vegetativo e disponibilidade significativa de massa verde. Na maioria das explorações, as necessidades forrageiras das diferentes espécies pecuárias têm sido totalmente satisfeitas pelo pastoreio, sendo que apenas nos casos em que o encharcamento do solo impediu o acesso dos animais aos pastos ou nos regimes intensivos houve necessidade de aportes de silagens e alimentos concentrados.

Acrescenta do INE que as temperaturas amenas deste inverno permitiram ainda boas germinações das searas de cereais de outono/inverno, que apresentam povoamentos homogéneos e bom desenvolvimento vegetativo, encontrando-se a maioria na fase final do afilhamento.

De referir que as condições climatéricas promoveram o aparecimento de infestantes nas searas onde não se realizaram mondas de pré-emergência (ou onde foram incorretamente executadas), sendo que, nestes casos, a competição inicial com a cultura pode comprometer o seu potencial produtivo. Ainda assim, prevê-se um aumento no rendimento unitário destas culturas face a 2015, que deverá rondar os 25% na aveia.

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